A maioria das crianças portadoras de TEA ( transtorno do espectro autista) não possuem noção de perigo. Se a criança achar um caminhão na rua bonito, muito provavelmente irá em sua direção sem a menor preocupação de ser atropelada.
Essa falta de noção em relação ao perigo faz com que as mães fiquem vigilantes o tempo todo e são consideradas muitas vezes, principalmente por quem não sabe do diagnóstico, superprotetoras!
Enzo é apaixonado pelas agências da Caixa Econômica Federal (rs), minha mãe mora no sétimo andar de um prédio que na esquina tem uma agência da Caixa. Quando estamos na casa dela não consigo relaxar um minuto, toda hora ele quer subir na janela para ver “A Caixa”! Como não tem tela protetora na janela, quando estamos lá ficamos todos na “sauna”.
É muito importante que os pais e cuidadores fiquem atentos a qualquer perigo. Acidentes domésticos podem acontecer com qualquer criança, mas com uma criança que não tem noção de perigo é muito mais suscetível. Não é subestimar a capacidade da criança e sim protegê-la com a plena consciência de que ela precisa, para sua segurança pessoal, um norteador,”isso pode, isso não pode” constante, quantas vezes forem necessárias, e pode acreditar, serão necessárias inúmeras vezes, ainda assim não fará muito sentido para eles, se realmente quiserem farão!
Uma dia levei o Enzo para fazer uma aula experimental de natação, era uma piscina grande, num pequeno pedaço da piscina tinha uma plataforma onde os pequenos conseguiam ficar em pé e a água bater na altura do peito deles, tinha também uma barra de segurança em volta da piscina toda. A professora colocou o Enzo (sem bóia) no limite da plataforma, disse “Segura na barra senão você vai cair” e virou as costas, ele completamente empolgado com a água que ama, saiu andando na plataforma e claro, afogou! Eu já estava na borda da piscina para pular na água de roupa e tudo mas outra professora que estava bem mais perto pulou antes, isso se repetiu mais 2 vezes na mesma aula. A professora despreparada, sem nenhuma sensibilidade e confesso que também tive minha parcela de culpa por não ter falado antes com ela que Enzo não tinha noção de perigo, nessa época nós ainda não tinhamos um diagnóstico e as coisas ainda estavam muito confusas. Só não interrompi a aula e tirei o Enzo da piscina porque ele estava se divertindo tanto, apesar dos “mergulhos involuntários” que não tive coragem de podar aquela alegria. Mas nunca mais voltamos lá.
É necessário ser consciente das limitações e particularidades que fazem parte do transtorno para ajudar as crianças, tanto para precaver algum acidente, quanto para treiná-los e estimulá-los da maneira correta, dando condições de serem cada dia mais independentes.
De repente autista Por Michelle Carvalho, escritora blog De Repente Autista, desenvolve conteúdos sobre autismo, palestrante, mãe de um autista e pesquisadora incessante
Nossa muito importante este Post educativo e eu aprendo sempre com VC obrigado mi bjs
Obrigada pelo apoio de sempre Xandra!!!!
Minha filha,muito bom passar essas informações para todas as mães. Continue sempre orientando e acrescentando conhecimentos.Estamos sempre juntas.Te amo!
Obrigada mãezinha! Sempre juntas, com certeza. Te amo
Obrigada mãezinha! Sempre juntas, com certeza. Te amo muito
A cada informação sobre o assunto , aprendo mais e entendendo o seu agir com o Enzo . Que Deus continue capacitando vcs . Bjs .
Amém tia! É o que sempre peço à Deus! Beijos
Importantíssimo!!! Grata pela generosidade de dividir informações e vivências tão preciosas conosco!!!
Obrigada pelo carinho Letícia! Beijos