A função mais extraordinária que existe é a de mãe.
Quando você segura seu filho nos braços pela primeira vez, todas as suas prioridades descem um degrau.
Um ser que acabou de chegar mas tem um poder gigantesco de resignificar.
É um sentimento tão imensurável que a palavra “amor” parece nem ser o suficiente.
Quando a mulher se torna mãe de um autista ela dimensiona o quão incondicional é esse amor.
Para as mães típicas um sorriso é uma habilidade natural.
Para as mães de autistas um sorriso é o reconhecimento do outro, o entendimento de informações externas, o processamento do que aquelas informações causam em você e expressar uma emoção.
E é nessa compartimentação de habilidades que aprendemos a viver um processamento de cada vez, uma evolução de cada vez, um dia de cada vez.
Acho que foi observando a função de mãe de autista que criou-se o termo “resiliência”, com sua incrível capacidade de tensionar e voltar.
Voltar, recomeçar, recriar, refazer, se reinventar… Filho, você sempre será minha prioridade, minha maior reciprocidade, minha companhia preferida, meu sorriso mais sincero, meu amor mais profundo… Obrigada por me fazer MÃE 💐
De repente autista Por Michelle Carvalho, escritora blog De Repente Autista, desenvolve conteúdos sobre autismo, palestrante, mãe de um autista e pesquisadora incessante