Só soube a força que tinha quando minha única alternativa foi ser forte, mas só tive a força que precisei quando permiti que Deus se agigantasse dentro de mim.
Orei, orei, orei, orei… Fui pedir ajuda à quem nunca me deixou sozinha, Deus!
Eu já tinha ouvido falar do poder da oração de uma mãe pelo seu filho e sempre orei pelo Enzo, mas pude VIVER o cuidado e a providência de Deus em cada novo desafio!
A minha ignorância no assunto me paralisava, me enchia de pavor e foi nessa época que fiquei completamente obcecada por informações, em cada minuto livre eu lia sobre TEA (transtorno do espectro autista), depois de ler diversas coisas que me deixavam mais confusa parei de procurar do “Dr. Google” e comecei a ler artigos científicos, li teses de mestrado e doutorado, assisti inúmeros documentários e filmes, participei de congressos que eram destinados só para profissionais, li muitos blogs, vi muitos depoimentos e palestras de autistas adultos, conversei com diversos profissionais especialistas e com outras famílias que passavam pelo mesmo problema, li tudo sobre borderline, asperge, poda neural, sobre sinapses, interferências do ambiente, li sobre síndrome do X frágil, sobre estímulos certos e errados, sobre sensibilidades, sobre vitaminas, medicamentos, sobre comorbidades associadas, tratamentos, ABA, integração sensorial, bloqueio de estereotipia… E outras tantas coisas!
Percebi logo de cara que o primeiro diagnóstico de TEA (transtorno do espectro autista) era compatível com tudo que vivíamos, realmente Enzo se enquadrava em quase todos os quesitos do transtorno, mas o tal do “Borderline” (transtorno de personalidade limítrofe) era muito precipitado e totalmente incorreto.
No período da manhã estimulava o Enzo com coisas que aprendi nas minhas pesquisas e também com coisas que intuí como mãe. No período da tarde eu “engolia” conhecimento.
A sensação que eu tinha era que a qualquer momento eu iria enxergar alguma coisa que havia passado despercebido por TODOS os profissionais especialistas, alguma descoberta que ajudaria o meu filho e também outras tantas crianças a se desenvolverem. Eu procurava a CURA para o autismo.
Mas quem estava sendo curada era EU!!!
De repente autista Por Michelle Carvalho, escritora blog De Repente Autista, desenvolve conteúdos sobre autismo, palestrante, mãe de um autista e pesquisadora incessante
Maravilhoso Michelle vcs irão ajudar muitos pais que estão passando pela mesma situação . e a gente as vezes não quer aceitar acha difícil encarar as coisas como realmente são . se a gente encarasse de uma forma mais forte talvez as coisas seriam menos sofridas .
Sem palavras…